O SILÊNCIO E OS FILMES DE AUTODESCOBRIMENTO

❤É comum na vida, assim como na sétima arte, nos depararmos com momentos em que parece que nada mais dá certo. São as conhecidas crises. Para mim, é aquela hora de derrotar o chefão e passar de fase, fazendo uma analogia que  jogadores de vídeo game entendem bem.
É o momento em que você percebe que não há mais saída, o jeito é se reinventar, procurar novas estradas, abrir novos caminhos. Geralmente estes momentos se apresentam como o conhecido “fundo do poço”, quando nada mais vai bem e começamos a questionar a própria essência de nosso ser.
É assim na vida. É assim na arte, afinal, arte é vida.
Porém, sem querer desviar do assunto em pauta, digo o seguinte: crises, questionamentos internos, são excelentes momentos para que as coisas mudem, nem sempre imediatamente para melhor, mas sempre para uma direção que fará de você uma pessoa melhor. Eis minhas breves conclusões.
A única constante na vida é que a vida é inconstante. Ouvimos isso diariamente, vivenciamos, entendemos, mas quando a vida dá aquela virada inesperada, agimos como crianças contrariadas e nos recusamos a aceitar que algo chegou ao fim.
Pode ser uma fase profissional, um relacionamento, uma amizade, ou mesmo uma parte de você que já não existe mais. Às vezes mudamos porque queremos, outras vezes é a própria vida que chega e parece que nos dá uma rasteira.
Porém, como ouvi certa vez, só conseguimos ligar os pontos depois de os termos ultrapassado. Ou seja, as situações só fazem sentido depois que as vivenciamos.
O cinema adora explorar esse tema, pois se comunica com as pessoas em geral, não importando seu dilema, ou história de vida. Afinal, todos passamos por transformações, voluntárias ou involuntárias.
“Livre” é baseado na história real de Cheryl Strayed, que chegando ao ponto mais baixo de sua vida, mudou tudo depois de enfrentar sozinha uma trilha na costa oeste norte americana na década de noventa.
“Comer, Rezar e Amar” conta a história de Elizabeth Gilbert, desiludida de si e do amor, passa pela Itália, Índia e Indonésia para encontrar o que perdeu pelo caminho.
“Na Natureza Selvagem” relata a história de Christopher Mccandless, rapaz rico e privilegiado, que se isolou em lugares inóspitos dos Estados Unidos buscando aquela parte que faltava em seu peito.
Todas as histórias são baseadas em fatos reais, tornadas em livros e filmes (eu disse, a vida e a arte são a mesma coisa).

São relatos emocionantes, e que nos levam a questionar nossas próprias escolhas. Note que todos saíram de suas vidas, literalmente, se jogaram em lugares desconhecidos, sozinhos, tendo por companhia seus pensamentos, suas memórias e suas decisões.
Ao longo do caminho se depararam com pessoas que se tornaram seus professores, e perceberam que no final, o que conta é a jornada.
E onde o silêncio entra em tudo isso? Entra quando o barulho do mundo não permite que escutemos nossa própria voz.
É possível haver uma incrível transformação pessoal de dentro da própria casa? Claro! Não há barreiras físicas para a evolução. Contudo, há vezes em que estamos tão contaminados com nossas experiências, que sequer conseguimos ouvir a voz de nosso coração, o que realmente somos e queremos.
Então, uma viagem, seja física ou mental, ou as duas coisas, se faz necessária. E não se engane, muitas vezes é preciso fazê-la diversas vezes ao longo da vida. Afinal, a inconstância da vida é a única certeza.
Assim, concluo: confrontar nossos medos e fraquezas, isto nos levará à nossa verdadeira força. E acredite, você tem muito mais força do que pensa. Assim, quando sentir necessidade, busque aquele silêncio que o leva ao centro de você. Onde e como for necessário. O que ouvirá será mais alto do que mil palavras. ❤
Cheryl Strayed e Reese Witherspoon
Elisabeth Gilbert e Julia Roberts
Emile Hirsch e Christopher McCandless

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