A ÚLTIMA NOITE ("Silent Night")

Prenúncios de fim do mundo sempre existiram. Filmes que nos levam a refletir sobre o que faríamos se soubéssemos que nossas vidas estão no fim.

Com ares de "Melancholia" e do recente "Não Olhe Para Cima", gostei demais dessa sátira à lá Black Mirror, que assusta na medida certa e nos deixa de cabelo em pé.

Um filme inglês, com todo o elenco da mesma nacionalidade, escrito e dirigido por Camille Griffin inicia como qualquer outro filme natalino. Uma família que recebe os amigos para comemorar as festividades em casa. Com atuações impressionantes de Keira Knightley, Matthew Goode, Roman Griffin Davis, Annabelle Wallis, Lily-Rose Depp, Sope Dirisu, Kirby Howell-Baptiste, Lucy Punch e Rufus Jones, o filme aos poucos toma uma curva assustadora e nos deixa grudados na cadeira.






A Terra está produzindo uma poeira tóxica que vai matar todo mundo em dias, de forma instantânea e abrupta. Para evitar o sofrimento, o governo inglês distribui pílulas de suicídio para a população. Porém, só para quem é legalmente cidadão, ou seja, nada para imigrantes ilegais, moradores de rua.

Uma distopia social que questiona nossos passos diante de um inevitável futuro. 

A questão ambiental e nossos relacionamentos, a crítica social e as escolhas que fazemos como humanidade. Tudo está lá. Já que tudo está perdido, como viveremos nossos últimos instantes?

Um filme forte, que aciona gatilhos muito presentes, mas que faz refletir por dias e tem um final não tão previsível assim.


*Recomendado, mas vá avisado. O filme é mais atual do que aparenta.


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