NINGUÉM VIRÁ TE SALVAR

Sabe aquela história do príncipe no cavalo branco? Então, ela é só uma história. Ninguém virá te salvar. Essa é uma constatação boa e igualmente ruim.

Boa porque retira a ilusão de que dependemos de alguém para nos tirar de onde estamos e nos levar para outro lugar. Que somente seremos felizes quando aquele príncipe (ou princesa) vier ao nosso resgate. Rasgue essa página do livro, porque, não, ela não é real.

Ruim porque nos dá a falsa sensação de que estamos sozinhos, de que não dependemos - e nem podemos depender de ninguém. Essa interpretação também não é válida, pois somos seres humanos, sociais, e que sim, vivemos e dependemos dos outros para viver e sobreviver.

Então o que fazer com o príncipe, e com o cavalo? Bom, não sou especialista no assunto, e confesso que alterno entre esperar por eles e querer que nem venham.

Então me lembro que o príncipe não vai chegar, que vou precisar descer da torre sozinha, matar o dragão com minhas próprias mãos, e todas aquelas analogias de contos de fada. Porém, no processo, posso e devo contar com príncipes, princesas e sapos, com todos os que cruzarem o meu caminho e que se dispuserem a ajudar.


Aí mora outra questão, o permitir ser ajudado por quem quer ajudar. De nada adianta fechar-se em sua armadura de autossuficiência e achar que está feliz e resolvido, mesmo sabendo que não, ninguém está. Seja você, autônomo e resolvido, mas se permita.

Se permita ajudar e ser ajudado, amar e ser amado. Abra um espaço na sua vida para os outros. Derrube os muros do castelo que você mesmo construiu, e vá brincar lá fora. 

Vá ser feliz. Se você não abrir a porta e abaixar a ponte do fosso, ninguém virá mesmo.

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